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Não houve choro, nem tristeza. Só um vazio, destes que te enrolam num cobertor e te sentam num sofá numa manhã fria de uma terça-feira qualquer.
(epilogos-efinais)
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Quem procura muito acaba achando o que não queria.
E quando você nem tava procurando?
(epilogos-efinais)
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Lindos sonhos pra acalmar a solidão de ser.
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“Mattia tinha estudado que entre os números primos existem alguns ainda mais especiais. Os matemáticos os chamam de primos gêmeos: são casais de números primos que estão lado a lado, ou melhor, quase vizinhos, porque entre eles sempre há um número par, que os impede de tocar-se verdadeiramente.
Mattia achava que ele e Alice eram assim, dois primos gêmeos sós e perdidos, próximos, mas não o bastante para se tocar de verdade.”
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(…) Foi uma época triste, se você quer saber. As coisas acabavam por se misturar e as luzes iam apagando em cada espaço da rua onde eu pisasse. Nem eu iria querer morar em mim.
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Se eu soubesse antes o que sei agora,
Iria embora antes do final.
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Odeio quando eu chego na minha bagunça e tem um quarto nela.
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Quem muito se ausenta, uma hora deixa de fazer falta.
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Apague com um sorriso toda a tristeza que lhe invade a alma.
Assim não dará os que te odeiam a alegria de te ver chorando,
mas dará aos que te amam a alegria de te ver sorrindo.
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Queria acordar, mas não era sonho.
—
Caio Fernando Abreu (via
bebys)
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mabele:
” Desejo a você… fruto do mato, cheiro de jardim, namoro no portão, domingo sem chuva, segunda sem mau humor, sábado com seu amor, ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável, noite de lua Cheia, rever uma velha amizade, ter fé em Deus, não ter que ouvir a palavra não, nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança, ouvir canto de passarinho, escrever um poema de Amor que nunca será rasgado, formar um par ideal, tomar banho de cachoeira, aprender uma nova canção, esperar alguém na estação, queijo com goiabada, pôr-do-Sol na roça, uma festa, um violão, uma seresta, recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo, bater palmas de alegria, uma tarde amena, calçar um velho chinelo, sentar numa velha poltrona, tocar violão para alguém, ouvir a chuva no telhado, vinho branco, bolero de Ravel…”
-Carlos Drummond de Andrade
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caiofabreucfa:
Não-palavras e não-ações, porque o silêncio e a imobilidade foram dois dos jeitos menos dolorosos que encontrei, naquele tempo, para ocupar meus dias.
-Caio Fernando Abreu